O que ver em Sevilha Créditos fotográficos: Tânia Mousinho (Unsplash)

O que ver em Sevilha

Sevilha seduz com a sua Catedral gótica, o Alcázar mourisco e as vielas do Barrio de Santa Cruz. Uma cidade que oferece emoções entre arte, flamenco e sabores andaluzes.

Sevilha é uma daquelas cidades que conquista à primeira vista. Passear pelas suas ruas significa mergulhar numa mistura de cultura andaluza, arquitetura mourisca e tradições que atravessaram séculos. Não é preciso ser especialista em história da arte para apreciar o que esta cidade tem para oferecer: basta deixar-se guiar pela curiosidade.

Os monumentos imperdíveis e o centro histórico

Quando se fala de Sevilha, o primeiro nome que vem à mente é a Catedral, a maior construção gótica do mundo. No seu interior encontra-se o túmulo de Cristóvão Colombo, e subir à Giralda oferece uma vista panorâmica que abraça toda a cidade. Junto à Catedral ergue-se o Real Alcázar, um palácio que narra séculos de dominação árabe através dos seus jardins, fontes e decorações em azulejo. Embora haja muitos turistas, a atmosfera mantém-se mágica.

A poucos passos abre-se o Barrio de Santa Cruz, o bairro judeu onde perder-se entre vielas estreitas, pracetas escondidas e pátios floridos é quase uma obrigação. Aqui não são necessários mapas precisos: o bonito é precisamente caminhar sem rumo, talvez parando num dos muitos bares de tapas para provar algo local.

Se procura algo inusitado, vale a pena dirigir-se à Casa de Pilatos, um palácio renascentista que une elementos mudéjares e italianos, ou ao Palacio de las Dueñas, residência histórica da família Alba. Ambos oferecem uma experiência mais tranquila em comparação com os lugares mais famosos, mantendo o mesmo encanto.

A Plaza de España é outro ponto que não se pode saltar. Construída para a Exposição Ibero-Americana de 1929, esta praça semicircular com os seus canais e bancos decorados com as províncias espanholas tornou-se um ícone da cidade. Nas proximidades estende-se o Parque de María Luisa, perfeito para uma pausa à sombra das árvores ou para um passeio de bicicleta.

Para quem quer respirar a alma popular de Sevilha, o bairro de Triana é o lugar certo. Aqui o flamenco está em casa, as cerâmicas artesanais enchem as montras e o Mercado de Triana oferece uma amostra autêntica da gastronomia local. Atravessar a Puente de Triana ao pôr do sol, com o reflexo do sol no Guadalquivir, é um daqueles momentos que ficam gravados.

Organizar a visita: tempos e conselhos práticos

Quantos dias são necessários para visitar Sevilha? Depende de quanto se quer aprofundar. Num dia consegue-se tocar os pontos principais: Catedral, Alcázar e um passeio pelo Barrio de Santa Cruz. Com dois dias adiciona-se Triana, a Plaza de España e alguns museus. Três ou quatro dias permitem abrandar o ritmo, descobrir cantos menos turísticos e talvez fazer uma excursão pelos arredores.

Mover-se em Sevilha é simples: o centro histórico percorre-se a pé, mas há também elétricos, autocarros e bicicletas de aluguer para quem prefere deslocar-se mais rapidamente. A cidade não é enorme, por isso em poucas horas passa-se de um bairro a outro sem demasiado esforço.

Alguns monumentos requerem reserva antecipada, especialmente em época alta. O Real Alcázar e a Catedral podem ter filas longas, por isso convém organizar-se antes. O mesmo vale para eventuais tours guiados ou espetáculos de flamenco nos tablaos mais conhecidos.

Sevilha é segura, mas como em todas as cidades turísticas é melhor ter cuidado nas zonas apinhadas e na estação. Os bairros centrais não apresentam problemas, mesmo à noite. A única zona que é sinalizada com mais frequência é a em redor da estação de Santa Justa, onde basta prestar um pouco mais de atenção.

Quanto à comida, Sevilha oferece muito. Desde tapas tradicionais até restaurantes mais refinados, há onde escolher. O conselho é experimentar pelo menos uma vez o salmorejo, os espinafres com grão, o pescaíto frito e, obviamente, o jamón ibérico.

Se quer levar para casa alguma recordação fotográfica particular, além dos monumentos clássicos, tente imortalizar os detalhes: as portas coloridas de Triana, as varandas floridas do Barrio de Santa Cruz, os reflexos no Guadalquivir à hora azul. Sevilha é fotogénica mesmo nos seus cantos mais escondidos.

Para quem tem mais tempo, vale a pena considerar alguma excursão pelos arredores. Córdova com a sua Mesquita, os pueblos blancos da Sierra de Grazalema, ou as praias da costa atlântica são todos destinos alcançáveis num dia. Participar em tours organizados pode ser uma forma cómoda de descobrir estes lugares sem se preocupar com a logística, sobretudo se o tempo disponível é limitado.

Experiências recomendadas

Descubra a nossa seleção de tours, bilhetes e experiências imperdíveis em Sevilha